quinta-feira, maio 24, 2007

O meu maior defeito é...é...er....é.....hã

Hoje, conversava com uma amiga que me contou ter visto um programa de TV ontem em que uma das apresentadoras dizia que seu maior defeito era a inveja.
Segundo ela, as outras pessoas que dividem com ela a apresentação do programa ficaram surpresas por estarem diante de alguém que assumiu com tanta naturalidade e - aparentemente - sem nenhum medo de ser julgada negativamente por isso, que era invejosa.
Eu também fiquei surpresa. Nunca, em toda minha vida, ouvi alguém se assumir invejoso.
Fiquei pensando na nossa relação com os nossos defeitos, não aqueles defeitos q, dependendo das circunstâncias são até charmosos - quem não tem um amigo ranzinza que acaba sendo super engraçado e até fofo - de que a gente fala numa boa.
São aqueles defeitos cabeludos, carne de pescoço mesmo, inconfessos..aí eu concluí que, pelo menos no plano da consciência, a gente tende a não estabelecer relação nenhuma com esses defeitos, ou só fazemos isso quando os apontamos nos outros (aquela velha história de que reconhecemos nas outras pessoas os defeitos que nós mesmos possuímos).
Depois que eu voltei pra casa, fiquei tentando achar o meu pior defeito, pior mesmo... não aquela coisa: Puxa, por vezes sou tão chatinha ou mal-humorada!!
Queria uma coisa do peru mesmo! Mas sempre que eu pensava em alguma coisa, dizia pra mim mesma: Nããããooo...isso também não, né???

Bom, fiquei com inveja da moça que teve peito de se dizer invejosa. :P

segunda-feira, maio 21, 2007

Tudo!!

Ele tinha os olhos fitos no horizonte, como se procurasse algo pra encher seus olhos vazios.
É realmente uma paisagem de encher os olhos, que a gente já conhece muito bem, desde os primeiros anos da juventude, quando nos reconhecemos como amigos.
Estavamos ali já havia muito tempo, uma tarde inteira...foram várias garrafas, muitas divagações, muito Pixies e muito tempo silente também.


- Nós precisávamos ter braços maiores, Giza. Braços muito maiores! Decidir o que quer que seja é uma maldição, eu queria tudo, absolutamente tudo em generosas porções.

Estendi meus braços largamente e o envolvi num longo e terno abraço. Isso, em vários momentos da vida, não é absolutamente tudo?

:)