É estranho como sou pateticamente reincidente nas coisas que juro perante Deus e o espelho nunca mais fazer.
Obviamente, esses juramentos são encharcados e balbuciados com dificuldade em meio ao choro, porque eu não sou dada a abstenções sem uma boa razão de ser e nem disponho de muito luga para a culpa na bagagem - nem todos os comprimidos de valium te livrarão da desgraça se você tiver culpa.
O fato é que esses juramentos cheios de lágrimas, sangue e solenidade são sempre quebrados e, junto com eles, quebra-se a minha cara.
Hoje pensei nisso como alguém que insiste em pousar a mão sobre uma panela quente, queimando-se vez após vez. Isso me pareceu tão insuportavelmente estúpido, que eu fiquei pensando se, a despeito de perceber que o resultado não foi bom, eu ainda não consegui haurir a lição que eu precisava aprender com cada uma dessas burradas [existe mesmo essa história de que cada burrada ensina uma lição, ou eu só estou de espertinha mitigando minha idiotice?], porque é uma auto-sabotagem tão idiota fazer o mesmo mais de uma vez esperando resultados diversos... aaaarrrr
Eu juro que nunca mais vou jurar sobre o que nunca mais fazer. :S
quinta-feira, outubro 11, 2007
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