Hoje ao acordar cumpri a rotina que me salva da extensão daquela confusão matinal dia à fora.
Depois de me ocupar das pequenas tarefas que me dão a sensação de poder ir adiante, olhei meus livros e anotações (que já há alguns dias, esperam por minha atenção), me lembrei de desligar o telefone e concluí que os livros teriam que esperar um pouco mais, e que dessa vez minha invariável mania de desafiar o transcorrer do tempo iria um pouco mais longe.
Me sentei no sofá, senti meus cabelos molhados sobre as costas; e no rosto, o vento de um "ensaio de outono". E depois de me sentir confortável e aconchegada no cheiro do meu shampoo, da minha própria pele e a disposição costumeira das coisas em minha sala, me permiti soltar ao chão por um minuto essa minha necessidade de manter tudo sob controle, e fui colocando diante dos meus olhos, frontalmente, todos os meus medos e as perguntas para as quais ainda não tenho resposta.
Senti aquela sensação de quem se equilibra, precariamente, pela primeira vez em uma bicicleta..e cambaleando, entre o medo de estatelar-se e o vento soprando a fronte e levantando os cabelos, descobre que uma coisa não é possível sem a outra...até que não se consiga conceber a idéia de resguardar-se em detrimento de tudo que existe por trás das portas do nosso coração.
terça-feira, abril 17, 2007
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ResponderExcluiressa sensação de desafiar tempo é quase uma forma de respirar pra quem sabe que tempo não se conta né.
eu gosto disso. desafio acasos, e por vezes me vejo lá, feito bebê grande sentado no chão e vendo o Tempo de valentão da rua a gargalhar por me ver caído.
mas nem só de quedas vive-se, e noutras vezes o papel se inverte e eu que me faço Valentão, roubando o doce do tempo.
o medo é siamês da delícia.
enfim... já dizia-se em Eduardo e Monica "e quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração.. e quem irá dizer que não existe razão..."
adorei te ler Gisa.
saudade
um beijo
O medo é siamês da delícia. Gostei mto dessa.
ResponderExcluirSalve, Jeff.
;**