sábado, agosto 11, 2007

A minha dor é maior porque é [minha].

Há poucas coisas no mundo que me irritam mais do que a - admito, bem intencionada - tentativa de consolar-me de meus pequenos (ou não)
problemas com os outros grandes problemas que assolam seres mais desgraçados do que eu naquele momento.
Seu namorado te deixou: Tem gente agora no cemitério chorando a morte da mãe;
Sua mãe morreu: Tem gente no hospital inconsciente sem poder acompanhar o funeral da mãe que morreu;
Você está no hospital: Tem gente que morreu!
Aí, você morre: vai alguém ao seu funeral contar pra sua mãe sobre a história da mulher que perdeu os três filhos em um deslizamento de terra.

Eu sei que perder a mãe, certamente, implica uma dor muito maior do que a dor de perder um namorado; e perder um namorado é uma dor muito maior do que a dor de derramar acetona naquele vestido que você iria usar pela primeira vez (dependendo do namorado, né?)...é claro, isso aí todo mundo sabe. Existem dores e dores.
Entretanto, por mais que se tenha solidariedade, empatia, para com os problemas alheios, a dor só doi em quem experimenta, quem calça o sapato...não existe isso de mitigar a tua dor com a dor do outro. Isso me parece tão óbvio que nem consigo falar mais do que isso sobre a questão.
E, cá entre nós, não é meio bizarro isso?

Agora é a hora de vocês me chamarem de egoísta. :p

4 comentários:

  1. Anônimo11:59 PM

    Egoísta!!!!!!
    Tem que ver ela fazendo esse discurso na hora do almoço. kkkkkkkk
    Giza é a melhor.

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  2. Anônimo9:27 AM

    Essa menina tá andando muito rebelde ultimamente.

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  3. Não deixa de falar uma verdade..

    Sempre que alguém me vem como uma dessas, responde, de imediato:

    -Dane-se essa pessoa, o que importa é que isso aconteceu comigo.

    Esse pensamento de o que mais aconteceu, com outra pessoa, é, na verdadem só mais uma visão conformista, para nos confortar.

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  4. Anônimo4:01 PM

    Detesto quando outra pessoa vem me consolar do que quer que seja e conta um caso mais "escabroso" que o meu, porque cada dor é única e própria da pessoa que está sentindo, mesmo que seja uma topada no dedão do pé, e não há empatia que alcance isso.

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