Como são infelizes essas pessoas ressentidas de si mesmas. Mas eu nem ligaria se elas percebessem que sua infelicidade, como uma opção pessoal, não deve ultrapassar os limites de sua própria vida.
O problema é que eles se recusam a perceber que são seus maiores – e muitas vezes únicos - algozes, e numa atitude de auto-comiseração, acham injusto descer ao fundo do poço sozinhos, querem levar consigo o resto da humanidade.
São vampiros, cruéis, saqueadores de energia, não suportam a felicidade e a liberdade alheia.
São covardes também. Falta-lhes coragem de dizer a verdade. Eles não têm integridade, fazem-se doutrinadores, tentam disfarçar o cheiro pútrido do seu ódio; invocam leis divinas, invocam leis morais, invocam o diabo e assim vão o disseminando, e lançam ao coração dos outros a culpa. Lançam sobre os ombros alheios um fardo pelo qual não movem um dedo, sequer, para carregar.
Tudo isso porque não assumem o ódio que sentem por si mesmas, porque não querem se convencer de que não são inferiores a ninguém, antes, querem fazer com que os outros sejam ainda mais desgraçados, inventam leprosos para sentirem-se um pouco melhor.
Canalhas!
quinta-feira, outubro 26, 2006
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