
A dama branca assiste a tudo de maneira indiferente.
Do alto de sua morada, ela já conhece esse pranto.
E o último passo do destino, como aquela que foi a primeira
a sorver o amargor.
Ela se move arrastando a orla de seu vestido de seda pelo firmamento.
Por entre luminares que perecem, arrefecidos com sua presença.
O tempo não tocou seu rosto.
Não há vincos, porque ela não quis chorar.
Mas sempre há a dor dos que não sofrem.
Que a tudo esvazia e a tudo torna branco.
Branco e luminoso como a face dela.
A face que enfeita tudo que ela não quis.
(26-IV-2006)
Estou cá a pensar na dor dos que não sofrem....
ResponderExcluirAmei, gatita!!!
Bjos
é uma dor mto pior q a nossa, lindeza. Se isso serve de consolo.
ResponderExcluirCarinho não se agradece, mas q diabo: obrigada por ser sempre e invariavelmente tão maravilhosa.
Bjs.